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O ADIAMENTO DO PROJETO PARENTAL

Desde o início do ano de 2020 vivemos um período de precauções e tensões com a pandemia da Covid-19.  Entre os indivíduos afetados pelo momento, estão os que buscavam por tratamentos da reprodução assistida e, em razão da pandemia, tiveram que cancelar ou postergar esses. A partir de maio de 2020, o Brasil voltou a retomar, aos poucos, os tratamentos de reprodução assistida, porém, a Covid-19 alterou o sentimento em relação à gravidez, que agora é caracterizado por medo, insegurança e solidão. Receios sobre o melhor momento de retomar o tratamento, de se contaminar com a Covid-19, as possíveis consequências negativas para a gravidez e incertezas sobre o que poderá acontecer com os bebês impactaram e ainda impactam esse momento. Além disso, a gravidez, embora seja relacionada ao âmbito privado, é uma experiência social. Gestar e ter um bebê sem poder contar com o apoio da família e dos amigos pode ser levado em conta na decisão de seguir em frente ou não com o tratamento.

Nesse momento, é importante avaliar a situação com os médicos especialistas em reprodução assistida para investigar as individualidades de cada caso para que o planejamento familiar seja minuciosamente analisado.   Além disso, também as decisões da utilização ou não de vacinas devem ser compartilhadas entre pacientes e médicos.

É importante, na medida do possível, ter um estado de espírito proativo, pensar positivamente e aproveitar para cuidar bem de si mesmo. Manter-se ativo, seguir uma rotina e cultivar a esperança são atitudes que promovem otimismo e auxiliam o controle da ansiedade.

Este tempo de confinamento pode ser vivido como uma experiência de perda, ou, pelo contrário, ser uma oportunidade de aprendizagem de vida que conduz ao crescimento pessoal.

Realizar exercícios de relaxamento, de respiração e de Mindfulness, é uma forma de controlar a ansiedade. Um estado físico e emocional equilibrado é importante para iniciar ou retomar o tratamento que, num determinado momento, tiveram de ser adiados.

Autora: Helena Prado, psicóloga do Comitê de Psicologia