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Quem Somos

As novas tecnologias reprodutivas revolucionaram a partir da metade do século XX o tratamento da infertilidade, proporcionando acesso à parentalidade a inúmeros homens e mulheres que até então necessitavam conviver com a interrupção de seus projetos de formação familiar. A possibilidade ou não de conceber – a fertilidade ou sua ausência – tema milenar presente desde os escritos mitológicos e bíblicos, constitui uma dessas questões que se mantém atual e vigente e que ganham uma nova roupagem a partir das Novas Tecnologias Reprodutivas.

Ter filhos é uma parte fundamental do projeto de vida da maioria dos homens e mulheres. Para muitos, constitui um passo importante para o alcance da maturidade e do desenvolvimento pessoal, além de ensejar o cumprimento de um importante papel social. A obstaculização do projeto parental pela infertilidade pode provocar um importante sofrimento emocional e social.

De acordo com a Organização Mundial de Saúde a infertilidade é uma enfermidade que afeta aproximadamente 15% das pessoas que desejam engravidar e que, em que pese não ofereça risco à vida, produz um profundo impacto em muitas esferas da vida do sujeito, assim como um significativo sofrimento psíquico, uma vez que coloca uma interrogação sobre a realização do projeto de filiação. Diante deste cenário é fundamental que os aspectos emocionais sejam considerados ao prover o atendimento destes homens e mulheres, assim como lhes seja ofertada a possibilidade de uma escuta por profissional da área da saúde mental.

É imperativo se ter em conta a transição desses casais de se verem esperançosos com a possibilidade da gravidez para o reconhecimento de seus limites para atingi-la. Para os casais que atravessam problemas de fertilidade, assim como para suas famílias, a biologia da reprodução não é um processo fácil, direto e linear. Vai além da escolha de um par amoroso, da interação sexual, da gravidez e do parto. A infertilidade pode desencadear a revivescência de antigos traumas, perdas, sentimentos de inadequação, ciúme, inveja, tudo dentro de um processo marcado por longos períodos de interação com profissionais médicos que terminam por se envolver intimamente no sistema do casal.

Para além do tratamento da infertilidade, estamos atualmente diante da possibilidade de que novas famílias possam ser constituídas com o auxílio da medicina reprodutiva, como é o caso de pessoas solteiras ou dos casais homoafetivos. A formação familiar na atualidade é em essência uma pluralidade, o que significa que estamos diante de uma ampla gama de constituições familiares que necessitam ser consideradas, respeitadas e principalmente escutadas em suas singularidades, e este é também um importante papel do psicólogo que atua na área de Reprodução Humana tanto no que tange aos sujeitos desejosos de filhos, como com a criança.

É importante destacar que os centros de medicina reprodutiva também são buscados na atualidade com o objetivo de preservar a fertilidade, quer em situações consideradas sociais, como no adiamento do projeto parental, quer em situações oncológicas. Nesta última, vida e morte se entrelaçam, e a escuta dos aspectos emocionais se faz ainda mais necessária.

A presença de um profissional da área da saúde mental nas equipes que trabalham no campo da Reprodução Humana é fundamental, uma vez que é impossível dissociar os aspectos psíquicos dos biológicos, se consideramos o sujeito em sua integralidade. Os casais que atravessam uma problemática dessa ordem precisam do olhar do médico, do psicanalista, do psicólogo, do apoio social e de todos os profissionais que estão comprometidos com seu tratamento. Escutar o casal de maneira ampla é considerar que diferentes fatores estão inter-relacionados quando um problema é diagnosticado.

A SBRH atenta e comprometida com um olhar integrado sobre o sujeito, abre este espaço, através do Comitê Nacional de Psicologia em Reprodução Humana para que possamos refletir, discutir e produzir conhecimentos neste fecundo campo. Nesta gestão estaremos trabalhando na difusão desta área de conhecimento realizando encontros em diferentes regiões do país.

Convidamos a todos os associados da SBRH a participarem deste espaço!

Sobre o Comitê

O primeiro Comitê Nacional de Psicologia da SBRH foi formado em 2017, com o objetivo de propiciar um espaço para reflexão e discussão dos profissionais de psicologia nas áreas de reprodução humana, reprodução assistida, endocrinologia da reprodução, planejamento familiar, sexualidade conjugal, endoscopia reprodutiva, entre outros.

Tem como funções:

  • Elaborar editorial dos assuntos de psicologia do boletim informativo da Sociedade
  • Oferecer suporte para a divisão de educação continuada da SBRH
  • Oferecer suporte técnico para as publicações científicas da SBRH
  • Proporcionar uma interação científica e produtiva entre os associados da área de psicologia, utilizando ferramentas de redes sociais
  • Realizar simpósios de discussão científica presencial e eletrônico
  • Oferecer suporte eletrônico especializado para assuntos da área de psicologia
  • Organizar o espaço para psicologia no congresso da SBRH – 15 a 17 de novembro de 2018 – Belo Horizonte/MG
  • Criar e administrar uma plataforma atual, dinâmica e interativa na área restrita para psicologia no site da SBRH